The Strongest vs Santos

O dia de ontem, 15 de fevereiro de 2012, me pareceu um tanto quanto preocupante em relação ao sucesso dos times brasileiros na Libertadores. Foram três jogos contra equipes expressivamente mais fracas e nenhuma vitória. Me atenho um pouco ao Santos, que teve momentos horrorosos, mostrando que hoje, como equipe, está muito fraco. E não falo isso só pela derrota, não, mas sim pelo que foi o jogo e pela fragilidade do adversário. O The Strongest é um time muito ruim, mas muito ruim mesmo; tem muito time no interior paulista melhor. Apesar dessa fraqueza, mas também por conta dela, o time boliviano entrou no jogo com disposição e intenção de marcar. A clareza de que sua única possibilidade de classificação é pontuando o máximo possível em casa, na altitude, é certeira e inevitável. Então, a ordem ali era chutar a gol. O time até que tocava a bola, chegava próximo a área santista, mas faltava capacidade pra dar aquele famoso último passe. Então, a finalização meio forçada acabava sendo opção. Quando era com Pablo Escobar, até que levava algum perigo.

A estratégia e sua forma de aplicação pelo time do The Strongest foi completamente compreensível e correta. O que assusta, e merece ser destacado, é como o time santista deixou isso acontecer tranquilamente durante boa parte do jogo. No primeiro tempo, os atuais campeões da Libertadores foram dominados quase por completo. Não era raro reposições de jogo santistas que permitiam a volta do domínio de bola pelos adversários em poucos instantes. E os bolivianos conseguiam tocar a bola e chegar constantemente em posição de finalização. A nulidade do meio de campo do Santos vem sendo uma constante. Arouca, Henrique e Ibson pareciam não ocupar o campo. Havia sempre muito espaço. Era tanto espaço, tanta liberdade, que um time de técnica limitadíssima conseguia dominar o setor. Sem esquecer, claro, da defesa, antigo problema. A linha formada por Pará, Edu Dracena, Durval e Fucile não conseguia ser nada combativa e estava sempre mal posicionada. Isso sem falar em lances como o do primeiro gol boliviano, uma sucessão de falhas da defesa brasileira.

Dentro desse caos tático, destaco o Paulo Henrique Ganso, que esteve mais presente no jogo, pedindo bola e distribuindo bem o jogo com ótimos passes. Neymar, como de costume, também jogou bem. Durante certo período do segundo tempo, inclusive, o Santos dominou o jogo e parecia prester a golear seu adversário a qualquer momento. Esses dois jogadores foram, por puro talento individual, os responsáveis por esse momento. Neymar abusou dos gols perdidos, é verdade, mas isso acontece. O que não é normal é a forma como Muricy parece insistir em fingir que não há um problema crônico do meio pra trás. Há de se ressaltar, também, o fato de que alguns jogadores importantes para o time, e revelações da base, saíram nas últimas janelas de transferências . É o preço a ser pago para manter Neymar. Ele fica, e isso é sensacional, mas muitos em volta se vão. Adriano, machucado, é um jogador que ainda será muito importante para arrumar o meio desse time.

Saindo um pouco do jogo em si, falo de sua transmissão. No Brasil, foi exclusividade da Fox Sports, ou seja, quase ninguém viu. Mas a questão é a seguinte: essa transmissão foi horrível. E falo em termos técnicos. A imagem estava deformada, como quando se exibe algo originalmente em janela 16:9 espremido para caber no 4:3. Isso é algo que começou a acontecer por conta das transmissões simultâneas digital/HD e analógica. Mas é um absurdo. Não consigo entender como algo fica quase duas horas no ar e ninguém repara. Ou, se repara, por que não é melhorado ou, pelo menos, que se avise o motivo do problema. Mas, voltando ao caso de ontem, não sei se era exatamente isso o que ocorria. Havia algo de esquisito na deformação, em algumas câmeras ficava uma sensação de estranhamento em relação a perspectiva da imagem. E a definição, a nitidez, durante todo o tempo foi, também, bastante ruim.

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