Considerações sobre Libertad x Olimpia

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O torcedor brasileiro costuma ignorar qualquer time sul-americano que não seja  argentino. É comum também ver o torcedor berrar dizendo que vai atropelar esse tipo de adversário sem dó nem piedade. Tão comum quanto esse tipo de bravata é a surpresa que os torcedores têm quando o seu time não consegue vencer um time do Equador, do Paraguai, do Chile. Nessa rodada da Taça Libertadores, Flamengo e Vasco enfrentarão 2 times paraguaios: Olímpia e Libertad. E a história nos mostra que não devemos subestimá-los. O Olímpia é só tricampeão da Libertadores e bicampeão da Recopa  Sul-Americana, enquanto o Libertad, em sua história recente, eliminou na temporada passada tanto o Fluminense pela Libertadores quanto o São Paulo pela Copa Sul-Americana e é o atual líder do seu grupo nesta Taça Libertadores. O que Vasco e Flamengo devem esperar desses dois times em seus jogos pelo torneio continental?

Na última sexta-feira, Libertad e Olímpia se enfrentaram pela sexta rodada do Torneio Apertura. Era o confronto entre o segundo colocado, Olímpia, e o terceiro colocado, Libertad, que não perdia para o Olímpia desde 2009. Nesse confronto, cada tempo do jogo teve uma história diferente. Falaremos disso agora:

Primeiro tempo: Olímpia

O Libertad, que por estar jogando em casa tomou a iniciativa do jogo, sofreu um duro golpe logo aos 5 minutos de jogo, quando Marin roubou a bola no meio de campo, tocou a bola para Órteman, que avançou pela defesa do Libertad e passou para Luiz Caballero, livre pela direita, chutar cruzado marcando o gol do Olimpia. O Libertad acusou o golpe depois disso e não conseguiu jogar direito. Aproveitando-se da desorganização do Libertad, o Olímpia tomou conta do jogo. Aranda e Órteman fecharam bem os espaços no meio, impedindo o avanço do Libertad. O Olímpia variava as ações de ataque, ou com lançamentos para aproveitar a velocidade tanto de Luiz Caballero quanto do Maxi “primo do Messi” Biancucchi – contando também com a lentidão dos zagueiros do Libertad – nos contra-ataques ou entrando na área tocando a bola pela esquerda com o Marin, que levava sempre muito perigo com seus cruzamentos. O Libertad pouco ameaçou e, quando chegava ao ataque, chutava sem levar muito perigo ao gol adversário. Os destaques do primeiro tempo pelo Olímpia foram o Órteman, Caballero e o Maxi, que se movimentou bastante em frente da área e levou bastante perigo ao gol adversário, chegando a colocar uma bola na trave.

Segundo tempo: Libertad

Depois de um primeiro ruim, o Libertad mudou sua postura para o segundo tempo,  adiantando a marcação e pressionando o Olímpia em seu campo de defesa. Caballero e Maxi, que foram importantes no primeiro tempo, quase não apareceram no segundo tamanha a pressão exercida pelo Libertad. O meio, que estava errando tudo no primeiro tempo, passou a não errar. Cáceres, que passou a desarmar até a sombra dos adversários, e Aquino passaram a jogar bem, Samúdio, que é lateral esquerdo, se aproximou de Civelli e Menéndez, e o Libertad aproveitou para atacar pelo lado esquerdo. Menéndez passou a levar muito perigo, chegando a perder um gol inacreditável. Depois dos 20 minutos, as coisas pioraram para o Olímpia, que teve Ariosa expulso. O jogo se tornou um exercício de ataque contra defesa, com o goleiro Silva, do Olímpia, se tornando o destaque do jogo. Com 30 minutos, o Olímpia teve o segundo jogador expulso, Fabio Caballero, por uma entrada dura e o jogo ganhou contornos dramáticos. Com 9 jogadores em campo, o Olímpia tratou de se defender com todas as forças e tentar fazer um gol em um contra-ataque por meio de ligação direta. O Libertad pressionou até o fim, mas não conseguiu converter. Os destaques do Libertad no segundo tempo foram Menéndez, Civelli e, enquanto esteve em campo, Samúdio. No lado do Olímpia, o grande destaque foi o goleiro Martin Silva, que impediu que o Libertad marcasse.

Conclusão

Tanto o Libertad quanto o Olímpia jogam no 4-4-2 clássico, em que os volantes, Aranda e Órteman, no Olímpia, e Cáceres e Aquino, no Libertad, desarmam muito bem. O Órteman, além de desarmar bem, toca bem a bola e faz a ligação entre o meio e o ataque, que é bastante rápido com Caballero e Biancucchi. No caso do Libertad, o destaque fica pro lado esquerdo com Samúdio, Civelli e Menéndez, que costuma levar bastante perigo para a defesa adversária.

Agora é esperar que os clubes brasileiros não sejam tomados pela arrogância característica de seus torcedores e conheçam seus adversários. Libertad e Olimpias são adversários complicados, mas não impossíveis de serem vencidos.

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