Uruguai 1 – 3 Costa Rica

Uruguai 1 – 3 Costa Rica

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O jogo que mais surpreendeu a todos na rodada inaugural, fez-se ver um Uruguai abatido, incapaz de se impor em campo. Salvo momentos ocasionais, a Costa Rica foi superior tanto na disposição quanto na parte técnica. Sem a referência de Suarez, Cavani jogou no centro, o que considero sempre ruim. Cavani faz um bom papel de segurar os laterais, tem raça, disciplina. Acho que seria mais benéfico sair com Abel Hernandez na frente, sacando Forlan do time. Infelizmente o ex-craque não dá sinal de que a Copa teria um encanto no seu talento.

A Costa Rica merece aplausos por ser arrojada, não se apequenar. Triste ver que o Uruguai ficou feliz em fazer o gol no começo especialmente para se retrair. Assim a Costa Rica ganhou campo, pelos lados, no talento de Bryan Ruiz e na revelação da Copa, o Joel Campbell. A versão de Campbell vista na Copa América e no time olímpico parece distante da versão apurada que jogou. É apenas um jogo, mas a velocidade se aliou a técnica, ousadia. O goleiro Navas foi brilhante sempre que preciso e comprovou ser uma estrela em ascensão.

O que restou a Costa Rica é o que falta ao Uruguai. O coletivo, um envolvimento entre movimentação, interesse que quebra com uma monotonia. Já o Uruguai não é mais aquele time cheio de pegada, se apresentou molenga. Talvez apenas Stuani saia com méritos desse jogo. Maxi Pereira coroou o jogo perdendo a cabeça, Campbell chamou para a dança, ganhou tempo e Maxi o arrebentou no meio. Já é hora de Tabarez perceber que a insistência com ídolos que já não rendem pode tirar o bom grupo de jogadores de uma segunda fase possível, mesmo que esteja difícil agora. Forlan e Lugano tem de sair. Nem que adentre Coates na zaga, Caceres vá a direita e Alvaro Pereira na esquerda. Seria uma maneira de reformar a defesa, técnica e coletivamente. No meio, é questionável a presença de Arévalo, embora este ainda vejo na equipe. Forlan tem de sair. Cavani jogar na esquerda, Suarez/Hernandez no meio e Stuani na direita, vindo para o meio e trocando com o atacante. Falta um meia, que não é Cristian Rodriguez. Talvez com Maxi de volta, coubesse adiantar Pereira no meio. Falta criatividade.

Tudo o que sobrou para Joel Campbell e seus companheiros. Se a Costa Rica seguirá a revelação do torneio, não há como garantir, embora pareça óbvio que o time marcou seu estilo já nos clássicos da competição.

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