EUA 2 – 1 Gana

Bradley, o Lex Luthor, líder do meio-campo do EUA

Bradley, o Lex Luthor, líder do meio-campo do EUA

Defesa? Ataque?

A história desta partida decisiva para seu grupo, especialmente após o sacode que Portugal levou contra a Alemanha, mudou com poucos segundos. Mas é necessário entender um pouco mais sobre os times. A equipe de Gana chegou com algum favoritismo entre jornalistas, fruto de suas últimas ótimas campanhas e o elenco bem experiente que carrega. Os EUA de Klinsmann não são assim um time tão experiente, mas carregam alguns pilares (Dempsey, Bradley, Howard) que o sustentam. No duro, ambos os técnicos gostam de jogar com marcação dura, apertando na frente, e saindo em velocidade. O jogo começa a ser dificultado para Gana quando o treinador faz opções duvidosas de escalação. Kevin Prince Boateng, outrora tratado como estrela, fica no banco. Nos instante iniciais, o time conservador de Klinsmann faz jogada veloz e Clint Dempsey bate no canto. Gol. O jogo basicamente começa para Gana com um placar ruim. O que seria do time do técnico Appiah?

Os EUA postam brilhantemente os atletas em campo, mostrando-se preparados para isso. É Gana quem tem a posse, tendo de se virar para criar contra um time defensivo. A boa atuação dos defensores torna as ideias de Kwandro Asamoah, Muntari, Andre Ayew, Atsu e mesmo Gyan, notório homem de área, limitadas. Pouco se faz, pouco se vê. Os americanos sofrem baixas por lesão, mas dominam o jogo, com o ótimo Bradley conduzindo o time, evitando a marcação sobre pressão, e abrindo o jogo. Gana não conseguia tomar a bola quando não a tinha, ficando com ela boa parte do tempo sem espaços.

Ai vem a pausa e as coisas mudam. Gana retorna muito parecida com a equipe que se acostumou a ser, mais audaciosa, mesmo que os americanos seguissem, liderados pelo brilhante Jermaine Jones, destruindo tudo. Mas ainda assim se via principalmente Asamoah e Atsu criarem, abrindo espaços. André Ayew estava quieto, perdido no meio. Jordan Ayew, seu irmão, não apareceu pro jogo. Prince veio em seu lugar. O impacto foi rápido. Trocas de passes começam a sair, Asamoah cresce ainda mais, Gyan dá um passe lindo de calcanhar e Amdré Ayew aparece no jogo. Gol. Faltavam cerca de doze, trezes minutos. Os americanos pareciam quebrados, exaustos. Bradley sumira do jogo, Jones o pulmão do time só sabe destruir e na frente arriscava chutes tortos. Klinsmann tenta uma última cartada, colocando um jogador descansado. Do outro lado, Gana pressiona, segue chegando, a defesa cada vez mais frouxa. No lance seguinte, o zagueiro e capitão de Gana comete um erro bisonho, quase faz pênalti, cedendo um escanteio. Brooks, zagueiro novato que entrou no intervalo no lugar de um dos lesionados, coloca pra dentro. Que vitória americana. O futebol é incrível. Gana atacou todo o jogo, com pouco sucesso. Os EUA defendeu, como pôde, com algum sucesso. Atacar ou defender? Cada equipe com seu estilo, sua bola. O azar de Gana é que seu time é do mesmo estilo dos americanos. E há quem diga que é sorte, pelo momento do gol nos últimos instantes. Como diz um famoso treinador: isso é trabalho, e erga-se um busto para Jermaine Jones caso os EUA avancem.

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